Te dou 60 segundos. 60 segundos para você dizer o que nunca foi dito. Para ouvir o trecho de uma música favorita. Para um último beijo. Para o abraço necessário. 60 segundos para despedidas. Para reencontros. Para desculpas. Para explicações. 60 segundos para dar seus últimos suspiros. Para ver quem você ama. Para perdoar quem precisa de perdão, para se perdoar. Para deitar e desistir de correr contra o tempo. Para aceitar ou para se desesperar.
60 segundos e nem um segundo a mais. Para finalmente ver ou para fechar os olhos. Para curar as mágoas. Para rir ou chorar. Para declarar-ser. Para calar. Para ouvir. 60 segundos de plena paz ou 60 segundos de correria. 60 segundos para o último EU TE AMO gritado aos quatro ventos. São 60 segundos para dar sentido a uma vida ou para aproveitar o que foi vivido. São apenas 60 segundos.
"Uma volta no ponteiro do relógio pra viver. O tempo corre contra mim, sempre foi assim e sempre vai ser."
Crises Inconseqüentes
Por favor, não espere que eu seja sempre boa, agradável e amável. Haverá momentos nos quais eu serei fria, inconseqüente e difícil de entender.
Quem é você??
- Stephânia Batista
- Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, Brazil
- “Quem é você?” - perguntou a Lagarta “Eu… Eu não sei muito bem… A senhora me desculpe, mas no presente momento não tenho muita certeza. Pelo menos, eu sei quem eu era quando levantei esta manhã, mas acho que tenho mudado muitas vezes desde então…(…) (…)Receio que não possa me explicar, Dona Lagarta, porque é justamente aí que está o problema. Posso explicar uma porção de coisas mas não posso explicar a mim mesma…” (Alice no País das Maravilhas) Tumblr:http://house-of-fools.tumblr.com/
terça-feira, 18 de março de 2014
sábado, 15 de fevereiro de 2014
O dia do meu nome.
Em 31 de março, eu estava meio ocupada. Eu estava com uma moça, ela estava com muita dor e eu não estava me sentindo muito bem. Um moço chegou e aplicou algo nela para parar a dor, funcionou. O problema é que eu ainda não estava muito bem. De repente, chega um cara e corta a moça, ela não pareceu sentir dor. Ele me puxou para longe dela e cortou nossa ligação. Não chorei. Ele virou para ela e disse, "É uma menina", a moça, que parecia não saber do fato, ficou radiante ao ouvir. Alguém me fez chorar. E por fim me colocarão ao lado dela, eu nunca a vi na minha vida, mas ali era bom. A moça começou a chorar, foi aí que alguém falou, "Essa é a sua mãe", apesar de não saber o que significava, parecia fazer sentido. Foi no ano de 1995, no último dia do terceiro mês do ano, que eu nasci.
Nascida no Rio, Brasileira. Filha da Dona Denise e do Seu Paulo. Neta da Dona Raimunda e da Dona Maria. Bisneta de uma índia. Filha emprestada da Fernanda. Neta de uma mineira. Afilhada não batizada da Eliane. Bisneta de um casal de portugueses. Prima-irmã da Roberta e da Isabella. Neta de um branco. Irmã de leite da Luana. Neta de um paraíba. Prima que parece irmã da Pâmmela. Neta de uma negra. Filha de um negro que nasceu branca.
A caçula, mimada. Chamada de branquela, branquinha, cabeça, garotinha do quengo lixado, Jennifonda, Diannifer, Jenniphânia... Jennifer Stephânia.
Nascida no Rio, Brasileira. Filha da Dona Denise e do Seu Paulo. Neta da Dona Raimunda e da Dona Maria. Bisneta de uma índia. Filha emprestada da Fernanda. Neta de uma mineira. Afilhada não batizada da Eliane. Bisneta de um casal de portugueses. Prima-irmã da Roberta e da Isabella. Neta de um branco. Irmã de leite da Luana. Neta de um paraíba. Prima que parece irmã da Pâmmela. Neta de uma negra. Filha de um negro que nasceu branca.
A caçula, mimada. Chamada de branquela, branquinha, cabeça, garotinha do quengo lixado, Jennifonda, Diannifer, Jenniphânia... Jennifer Stephânia.
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Minhas "adoráveis" manias.
Escrevo meu nome em paredes, simplesmente pego um lápis ou caneta e escrevo. Morder o lábio inferior sempre me causou problemas, machucados causados pela pressão dos dentes no meu lábio, quase sempre ressecado, e homens pensando que eu estava tentando algum tipo de sedução. Furar pessoas de propósito com o meu brinco sempre que deito em suas pernas, não pela dor delas, mas é um prazer estranho. Sempre que uma unha quebra, corto todas as outras. As minhas unhas dos pés nunca podem estar grandes. Revirar os olhos quando estou com raiva. Me encolher para dormir, mesmo que não esteja frio. Levantar a sobrancelha esquerda. Dormir com a cabeça em direção oposta a cabeceira da cama. Cobrir os pés para conseguir dormir, como se algum tipo de monstro ou demônio fosse me puxar pelos pés para fora da cama.
Cheirar os meus travesseiros, amo o cheiro que meu cabelo deixa neles. Ligar a música no último volume sempre que vou me arrumar ou só tomar banho. Fazer caretas e mexer as mãos enquanto falo. Comprar pulseiras e anéis que só vou usar duas vezes na vida. Comprar brincos feitos a mão. Olhar meus defeitos no espelho e olhar de novo 5 segundos depois para ver se não pioraram. Imaginar coisas impossíveis durante o dia. Chorar vendo filmes que eu já tinha assistido. Cantar errado em inglês mesmo sabendo a letra. Comprar algum filme de 2004 porque está na minha lista de favoritos. Separar fotos em pastas com nomes idiotas. Falar a verdade e me arrepender por ter magoado a pessoa, depois chegar a conclusão de que a verdade é sempre melhor. Escutar a mesma música um milhão de vezes e ficar sem escuta-lá por meses. Falar sozinha. Mexer no cabelo.
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Love and pain
Perdi dois amores em toda a minha vida. O primeiro foi durante a noite, foi sorrateiro, silencioso, quando dei por mim ele já tinha ido. Voltou umas duas vezes e então foi embora de vez. Não doeu porque era leve, dentro de mim sabia que algum dia ele iria partir. Mesmo assim nunca consegui esquecê-lo. O que me confortou foi saber que era inteiro, era bom e ele ficou enquanto pôde.
O segundo foi pior, foi rude, rápido, dolorido. Foi em uma tarde de começo de novembro, uma tarde quente. Uma daquelas tardes com sabor azedo, como se o dia estivesse preparando algo para tudo piorar. Estava claro quando tudo começou, mas foi só piscar os olhos e o céu estava escuro, estrelas por todos os lados e uma lua tão bonita que clareava o quintal. Mas nada disso importava, ele já havia partido.
Minhas pernas doíam, o all-star rasgado estava jogado no canto da sala, minhas palavras desapareciam e um "Por Que?" flutuava sobre minha cabeça. Ela não era tão bonita, não é despeito, me desculpe, mas eu sei reconhecer quando uma mulher é bonita, e este não era o caso. Doeu vê-lo ir, doeu ver que minha vida já não fazia sentido sem ele. Doeu ter que sorrir como se nada tivesse acontecido, doeu seguir sem ele.
Nunca mais fui segura para amar novamente, meu estomago doí só de pensar nessa possibilidade, meu corpo se encolhe, minha cabeça começa a vagar, meu coração acelera e quando vejo estou com dificuldades para respirar. E eu fico me perguntando "O que uma pessoa faz quando descobre que já não é mais capaz de amar?".
O segundo foi pior, foi rude, rápido, dolorido. Foi em uma tarde de começo de novembro, uma tarde quente. Uma daquelas tardes com sabor azedo, como se o dia estivesse preparando algo para tudo piorar. Estava claro quando tudo começou, mas foi só piscar os olhos e o céu estava escuro, estrelas por todos os lados e uma lua tão bonita que clareava o quintal. Mas nada disso importava, ele já havia partido.
Minhas pernas doíam, o all-star rasgado estava jogado no canto da sala, minhas palavras desapareciam e um "Por Que?" flutuava sobre minha cabeça. Ela não era tão bonita, não é despeito, me desculpe, mas eu sei reconhecer quando uma mulher é bonita, e este não era o caso. Doeu vê-lo ir, doeu ver que minha vida já não fazia sentido sem ele. Doeu ter que sorrir como se nada tivesse acontecido, doeu seguir sem ele.
Nunca mais fui segura para amar novamente, meu estomago doí só de pensar nessa possibilidade, meu corpo se encolhe, minha cabeça começa a vagar, meu coração acelera e quando vejo estou com dificuldades para respirar. E eu fico me perguntando "O que uma pessoa faz quando descobre que já não é mais capaz de amar?".
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Let you go.
Tive meu coração machucado algumas vezes. Não só por amores, quem me dera se só assim fosse. Amigos me magoaram algumas vezes. Quando um amor me machuca, em alguma parte de mim sinto que aquilo já era esperado. Quando um amigo me machuca, isso se torna um misto de frustração, decepção, tristeza e falta de fé em pessoas que poderia um dia contar. É realmente mais difícil perdoar um amigo, aliás, ele deveria ser a pessoa que te ajudaria a levantar, não a que te derruba.
Sempre perdoo pessoas que escolhi como amigos, quase em um ato imediato de amor, se a pessoa diz "desculpe", eu digo "tudo bem, vamos tentar de novo". Não, eu não gosto de sofrer. Eu amo demais, me importo demais, me preocupo demais... Meus amigos dizem que isso é falta de vergonha na cara. Afinal, como posso perdoar alguém que nem se importa comigo e fez o que fez? Mas eu sou assim, primeiro meu coração se enche de raiva, eu me acho a pessoa mais burra do universo, eu choro, me arrependo, eu desabafo e conto a história para quem quiser ouvir... E depois... Depois eu perdoo.
Só que desta vez foi diferente. Eu me senti vulnerável, fraca, envergonhada, ofendida, ignorada, triste, nenhum amigo tinha conseguido fazer com que eu me sentisse assim. Senti meu coração se comprimindo no meu peito, as lágrimas de dor e desapontamento molhando meu rosto enquanto eu pensava se alguém no mundo poderia ser tão burra quanto eu.
Como deve se sentir após acreditar, defender e amar uma pessoa de tal forma que você luta para que outras pessoas a amem como você ama? Como deve se sentir quando essa pessoa magoa você? O que deve fazer quando ela machuca seu coração e nem parece se importar com isso? O que fazer quando todos dizem "deixe ela ir", e você só pensa em perdoar e dizer "você fica aqui, onde eu possa cuidar de você."?
Realmente queria saber todas essas respostas... Mas eu não sei e esse não saber está me corroendo por dentro. Já que não me resta outra escolha, deixarei você ir, mas não antes de te perdoar, para que assim eu posso ficar em paz ao ver-te ir.
Sempre perdoo pessoas que escolhi como amigos, quase em um ato imediato de amor, se a pessoa diz "desculpe", eu digo "tudo bem, vamos tentar de novo". Não, eu não gosto de sofrer. Eu amo demais, me importo demais, me preocupo demais... Meus amigos dizem que isso é falta de vergonha na cara. Afinal, como posso perdoar alguém que nem se importa comigo e fez o que fez? Mas eu sou assim, primeiro meu coração se enche de raiva, eu me acho a pessoa mais burra do universo, eu choro, me arrependo, eu desabafo e conto a história para quem quiser ouvir... E depois... Depois eu perdoo.
Só que desta vez foi diferente. Eu me senti vulnerável, fraca, envergonhada, ofendida, ignorada, triste, nenhum amigo tinha conseguido fazer com que eu me sentisse assim. Senti meu coração se comprimindo no meu peito, as lágrimas de dor e desapontamento molhando meu rosto enquanto eu pensava se alguém no mundo poderia ser tão burra quanto eu.
Como deve se sentir após acreditar, defender e amar uma pessoa de tal forma que você luta para que outras pessoas a amem como você ama? Como deve se sentir quando essa pessoa magoa você? O que deve fazer quando ela machuca seu coração e nem parece se importar com isso? O que fazer quando todos dizem "deixe ela ir", e você só pensa em perdoar e dizer "você fica aqui, onde eu possa cuidar de você."?
Realmente queria saber todas essas respostas... Mas eu não sei e esse não saber está me corroendo por dentro. Já que não me resta outra escolha, deixarei você ir, mas não antes de te perdoar, para que assim eu posso ficar em paz ao ver-te ir.
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