Quem é você??

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Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, Brazil
“Quem é você?” - perguntou a Lagarta “Eu… Eu não sei muito bem… A senhora me desculpe, mas no presente momento não tenho muita certeza. Pelo menos, eu sei quem eu era quando levantei esta manhã, mas acho que tenho mudado muitas vezes desde então…(…) (…)Receio que não possa me explicar, Dona Lagarta, porque é justamente aí que está o problema. Posso explicar uma porção de coisas mas não posso explicar a mim mesma…” (Alice no País das Maravilhas) Tumblr:http://house-of-fools.tumblr.com/

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

08/02/2011

Sabe eu parei de sentir profundamente.
Explicando melhor, eu parei de me importar realmente com algumas coisas importantes pra mim.
Eu andava um tempo tão superficial, sem me importar com ninguém, nem comigo mesma.
Passando por certas coisas que eu considerava nada, e que no fundo tinham muito valor pra mim.
Eu tinha parado de sentir...
Foi um modo de me proteger. E sempre que alguém se aproximava de alguma forma de mim, eu dava um jeito de me afastar.
O tempo foi passando, e poucas pessoas quiseram continuar ao meu lado. Até hoje é assim, pessoas vem e vão. Eu não sei se realmente me importo quando elas partem.
A parte superficial ainda existe dentro de mim, e ela me faz crer que as pessoas que partem não eram importantes, me fazendo sentir como se eu não precisasse de ninguém.
O que é claro uma mentira. Porque eu sei que no fundo, eu queria que as pessoas continuassem comigo. Sei que meu maior medo é ficar sozinha.
Então querendo ou não eu preciso dessas pessoas ao meu lado, mesmo fingindo que não.
Mas também sei que não posso impedir a partida de umas, sei que amigos de verdade continuam com você mesmo distantes. E isso me alegra um pouco.
Espero que um dia essa parte de mim, mude ou simplesmente suma,
(o que é meio impossível).
Espero dar o devido valor a quem merece. E tratar com a devida indiferença a quem não soma nada em minha vida.
Espero voltar a me importar como antes, sem ter que mais fingir.
Fingir está tudo bem, fingir que não faz mal, que não me importar. E parar de fingir que não dói.

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