Quem é você??

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Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, Brazil
“Quem é você?” - perguntou a Lagarta “Eu… Eu não sei muito bem… A senhora me desculpe, mas no presente momento não tenho muita certeza. Pelo menos, eu sei quem eu era quando levantei esta manhã, mas acho que tenho mudado muitas vezes desde então…(…) (…)Receio que não possa me explicar, Dona Lagarta, porque é justamente aí que está o problema. Posso explicar uma porção de coisas mas não posso explicar a mim mesma…” (Alice no País das Maravilhas) Tumblr:http://house-of-fools.tumblr.com/

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Chuva Forte.

 O mais engraçado, e até estranho, foi que o céu permaneceu limpo e claro a maior parte do dia. Depois da duas da tarde, nuvens negras, que vieram sei lá da onde, mudaram a coloração do céu, de azul, pra cinza. Fiquei esperando ansiosamente pra que começasse logo a chover. Não sei porque o cinza  do céu sempre me agradou, sempre achei mais bonito quando o céu está acinzentado. Depois de um tempo já estava muito escuro, e começou o esperado, começou a chover.
(Naquele dia choveu tanto que até caiu granizo.)
 A chuva forte molhava, na verdade, inundava a varanda da minha casa, molhava o quintal inteiro, e o asfalto quente, trazendo aquele cheiro que só a chuva sobre o asfalto quente proporciona. Depois de uns cinco minutos de chuva, eu tive certeza que ela continuaria forte por mais um tempo e depois pararia subitamente. Então, não pude deixar aquela oportunidade passar.
 Quando abri a porta de casa as primeiras gotas me abraçaram, de uma tal forma, que só me restou sorrir. E depois fiquei parada sentindo a chuva me molhar, molhar minha roupa, minha varanda... Fiquei ali sentindo ela lavar minha alma. Não parei de sorrir um minuto sequer, parecia uma criança que tinha ganhado o melhor presente de natal do mundo, me senti, FELIZ, assim mesmo, em "caps lock".
 Foi inesquecível... Sem porque me senti muito feliz, feliz por estar viva, por estar ali em vez de outro lugar, por poder sentir a chuva em mim, por poder sentir acima de tudo.
 Um dia marcante, diferente dos outros dias.
















"A maioria dos dias do ano é comum. Eles começam e terminam, sem nenhuma memória durável nesse tempo. A maioria dos dias não tem impacto no decorrer da vida."
 (500 dias com ela)