Quem é você??

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Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, Brazil
“Quem é você?” - perguntou a Lagarta “Eu… Eu não sei muito bem… A senhora me desculpe, mas no presente momento não tenho muita certeza. Pelo menos, eu sei quem eu era quando levantei esta manhã, mas acho que tenho mudado muitas vezes desde então…(…) (…)Receio que não possa me explicar, Dona Lagarta, porque é justamente aí que está o problema. Posso explicar uma porção de coisas mas não posso explicar a mim mesma…” (Alice no País das Maravilhas) Tumblr:http://house-of-fools.tumblr.com/

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Ah,O amor!... O amor?


 A única verdade que descobrir sobre o amor ao longo dos anos foi que amor nunca é o suficiente! A maioria das pessoas pensa que o amor resolve todos os problemas, quando na verdade amar é um grande problema.
O que é o amor quando não se tem as outras coisas necessárias, respeito, carinho, confiança, tudo o que se precisa pra um relacionamento, no mínimo, saudável. Nem sempre ele é tão grande como as pessoas falam. Nem sempre é fácil. Nem sempre é feliz. Nem sempre é racional. Nem sempre é real. Nem sempre é possível, mas nem sempre é platônico.  
 É a coisa mais confusa que eu já senti na vida. Eu posso me anular em razão de outra pessoa, e mesmo assim, me sentir feliz, por ela estar feliz. Não existe só um tipo de amor. O amor unilateral, aquele que só uma pessoa ama e a outra não, esse pra mim é o pior. Eu sei, já amei assim. E já fui amada assim. 
 Não existe um manual de regras sobre o amor, não existe amar certo ou errado, isso é bom pra uns e ruim pra outros. 
 O amor que eu mais senti, e sinto, é aquele que te faz mudar totalmente para se adaptar a uma pessoa, você se torna mais compreensiva, mais carinhosa, mais amável. Mas, depois de um tempo percebe que é só você, só você que se esforçou, que mudou, que cedeu. 
 Aliás, ceder... O que é o amor sem aquele sentimento de ceder? 
Ceder a cadeira pra ela sentar, o tênis pra ela calçar enquanto a leva pra casa no fim da festa, ceder numa escolha já feita, numa opinião já dada. Ceder um pouco de espaço na sua vida, e um pouco da sua vida nesse espaço, um pouco de atenção, um pouco de carinho, de compreensão, amizade, enfim, ceder um pouco de amor.
 Apesar de muitas pessoas dizerem, que amam, ou já amaram. A maioria não aprendeu a ceder. A maioria não aprendeu a anular o orgulho em prol do amor. Não aprendeu que muitas vezes vale mais companhia que solidão. 
Amar não é fácil, não é tão calmo. Às vezes, nem tão romântico, mas vale a pena. Tudo. Se der certo ou não, vale a pena. Aliás, dor de amor de vez em quando, não mata ninguém. E se acabar, se doer, se machucar, pense em todos os sorrisos que teve, e pense que logo viram outros, que os momentos bons superam os ruins. E que se não foi feliz naquele momento, será logo mais, ali na frente, quem sabe virando aquela esquina. Indo a novos lugares, vivendo a sua vida, e quando for a hora, o amor bom, aquele que vai ceder por você, ele vai aparecer.