Anular-se foi sempre a sua primeira opção. A vontade dela permanecia oculta, nunca prevalecia, enterrada debaixo de tudo o que havia morrido dentro dela. Seus sonhos, suas vontades, seus desejos por aventuras, por amores, paixões, nada havia restado.
As escolhas que fez, os julgamentos que sofreu, tudo era tão pesado. Sentia-se numa frequência diferente das outras pessoas, e mesmo assim presa à elas. Nada que fazia parecia bom, nada era suficiente pra eles. Sugavam o melhor dela e queriam mais.
Não tinha escolhas a se fazer. Não sobrou-lhe nenhum amigo, nem família para apoiá-la. Não havia mais o que esperar, o que fazer. Ela desistiu deles, apostou em si. Descobriu seu caminho, achou novos amigos, achou quem amar, e quem a amasse. E depois disso sempre soube que poderia desistir de tudo, mas nunca de si mesma. Desistir é a parte mais difícil, mas essencial pra se começar de novo.

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