— Tia, ela me bateu. - Sério? Sério mesmo? Eu fui chamada de tia por um pingo de gente que mal saiu das fraudas, por uma pessoinha que aprendeu a falar ontem. Tenho dezessete anos, não tenho estrutura psicológica para ser chamada de tia.
Fiquei encarando a menina enquanto pensava se já tinha idade para ela se referir a mim como tia, logo tia?! Acabei por nem prestar atenção na reclamação dela, aliás, quem havia batido nela era minha prima, e curiosamente era mais nova do que a menina, bem feito, isso é por ter me chamado de tia.
Depois desse incidente com a palavra tia, eu fiquei meio receosa de ir aos aniversários dos meus primos mais novos. Em outro aniversário, uma menina bem mais nova que eu estava em uma gincana, e ela teria que levar meninas para um lado do salão, só sei que aquele monstrinho me puxou com tanta força que quase caí.
E inacreditavelmente, em outro aniversário, minha madrinha pediu para eu ajudar a distribuir os doces as crianças da festa, resumindo, nunca fui tão chamada de tia em toda minha vida, e tirei uma ótima dica disso tudo, nunca, nunca fique entre uma criança e um doce.

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