Quem é você??

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Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, Brazil
“Quem é você?” - perguntou a Lagarta “Eu… Eu não sei muito bem… A senhora me desculpe, mas no presente momento não tenho muita certeza. Pelo menos, eu sei quem eu era quando levantei esta manhã, mas acho que tenho mudado muitas vezes desde então…(…) (…)Receio que não possa me explicar, Dona Lagarta, porque é justamente aí que está o problema. Posso explicar uma porção de coisas mas não posso explicar a mim mesma…” (Alice no País das Maravilhas) Tumblr:http://house-of-fools.tumblr.com/

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Imperfeição

"Você tem que aprender a amar.", disse ele enquanto me dava às costas e me deixava olhando para o vazio que tinha aberto na minha mente e no meu campo de visão. De repente uma questão se ergueu triunfante preenchendo meu vácuo mental, perguntei para mim com uma voz quase sussurrante "Eu não sei amar?".
 Fui andando até em casa sem poder acreditar naquilo, "como assim eu não sabia amar?"; depois de pensar por uns segundos, minutos, horas, dias, revisando meus sentimentos, relacionamentos, cheguei à conclusão que... Não, eu não sei amar.
 Obviamente não posso dizer que há uma maneira errada de amar, há várias; Porém, também posso dizer que se há alguma certa, eu ainda não encontrei. E repassando os pontos do "nós", eu realmente não sei onde errei. Nunca fui de idealizar príncipes, nunca fui de sentir ciúmes excessivos, possessividade não é a minha praia. Até aí tudo bem.
 Mas nunca fui de dizer que amava ou o que sentia. Nunca fui de demonstrar afeto em público, mesmo quando a outra pessoa toma a iniciativa. Não gosto que decidam por mim e não sei fingir que gosto. Não faço o tipo doce para agradar a família. Sou eu mesma sempre, independente do que aconteça. Às vezes, perco o controle e ameaço largar tudo, mas não faço, e quando percebo que a culpa é minha fico comprometida em pedir desculpas. Grito quando sinto vontade e rio nas horas mais inapropriadas. Divago durante discussões. Choro fácil quando sinto raiva... Sinto muita raiva.
 Não peço para ficar. Não sinto necessidade de ficar horas ao telefone, não gosto de telefones. Não mudo meu time de coração. Não mudo meu jeito de falar, rir, não gosto que mecham no meu sagrado, não importa o quanto ame a pessoa.
 Sinto necessidade de citar alguns pontos bons, tenho o respeito como ponto principal, não irei me "jogar" para outro com a intenção de gerar ciúmes na pessoa com quem estou. Não vou trair, acho traição uma das coisas mais desprezíveis deste mundo. Não vou gritar ou discutir a relação em locais públicos, aliás, sou uma das poucas mulheres que odeia discutir relação. Acredito que a privacidade deva ser mantida e a confiança também. Que abrir mão não deve ser algo ruim se gosta tanto de alguém...
 O meu problema é demonstrar, às vezes eu simplesmente esqueço, levei tanto tempo para aprender a por isso no papel e acabei esquecendo de como é isso na prática.


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