Por favor, não espere que eu seja sempre boa, agradável e amável. Haverá momentos nos quais eu serei fria, inconseqüente e difícil de entender.
Quem é você??
- Stephânia Batista
- Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, Brazil
- “Quem é você?” - perguntou a Lagarta “Eu… Eu não sei muito bem… A senhora me desculpe, mas no presente momento não tenho muita certeza. Pelo menos, eu sei quem eu era quando levantei esta manhã, mas acho que tenho mudado muitas vezes desde então…(…) (…)Receio que não possa me explicar, Dona Lagarta, porque é justamente aí que está o problema. Posso explicar uma porção de coisas mas não posso explicar a mim mesma…” (Alice no País das Maravilhas) Tumblr:http://house-of-fools.tumblr.com/
sábado, 27 de julho de 2013
Now i'm a warrior
Existia uma garotinha... Seus cachinhos loiros caiam sobre seus olhos. Ela tinha pequenos olhos castanhos que sempre se escondiam quando ela ria. Bochechas grandes que logo lhe condenavam quando sentia-se envergonhada. Mãos pequenas e gordinhas, como a de uma criança deveria ser. Sempre a mais baixa de todos em sua sala, a mais nova. Sua pele era clara e chamava atenção pela sua palidez. Seus olhos eram tristes até quando ela sorria. Ela amadureceu rápido e cedo demais, viu coisas que uma criança não deveria ver ou presenciar. Ela cresceu. Seus contos de fadas foram despedaçados em sua frente. Ela matou suas esperanças sobre um príncipe que devesse resgatá-la. Ela escondeu sua dor atrás de um grande sorriso, só que ao contrário das outras pessoas, ela acreditava que era feliz durante aqueles breves momentos em que seus lábios se abriam e seus dentes eram expostos. Se tornou uma ótima mentirosa. Sua mente era dominada pelos pesos e demônios do passado. Mas ninguém precisava saber disso. Tudo parecia seguro, amarrado, trancado em um lugar de onde não poderia sair... Uma experiência fora de controle mostrou que a dor poderia ser uma saída segura. A melhor escolha, o melhor caminho. O errado que parecia certo. Ninguém perceberia, ninguém sentiria falta. Com o tempo a dor virou prazer, vício. Ela resolveu contar. Uma forma de gritar ajuda com apenas um sussurro. Um anjo disse que aquilo era errado, que ela era melhor que aquilo, que a dor poderia ser curada, que a vida dela não era um erro e que a amava apesar de tudo. Outro anjo disse que compreendia sua dor e que ela era uma das pessoas mais lindas e brilhantes que ele conheceu. Ela começou a acreditar, a se sentir segura e protegida. A vida poderia fazer sentido, dependia dela dar esse sentido a vida. Lutando contra os seus medos e demônios, descobriu o quão forte poderia ser. O quão iluminada ela é por ter pessoas que enxergam nela coisas que nunca poderia ver se estivesse sozinha. E como é maravilhoso amar a si antes de qualquer outra pessoa, de como era bom respeitar seu corpo e seus limites, e acima disso tudo, se aceitar por ser exatamente quem ela é. Decidiu seguir e descobri o que a vida pode oferecer agora que ela ansiava pelo futuro ainda intocado. Apesar de saber que a garotinha que ela foi no passado não iria voltar, ela escolheu ser feliz, mesmo danificada ou quebrada por dentro. Ela passou a tirar de suas cicatrizes a força para continuar seguindo em frente, o momento de fraqueza havia passado. Hoje se eu me definisse em uma palavra; seria: Forte.
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